Sobre a autodestruição

É como se eu não aguentasse para saber o final, apenas porque sei que vou estragar tudo. São todas as vezes que inventei que estava olhando pra alguém, pois queria ficar brava por algum motivo, as vezes que soube que estava sendo irritante demais mas não podia parara, pois assim tudo seria mais facil, todas as coisas da lista do “não fazer” que fiz só pra tudo acabar antes.

O plano de auto sabotagem não tem fim, não é algo que eu consigo cancelar, preciso ligar pra central de atendimento e reclamar. Preciso parar de colocar todos esses tijolos de volta ao muro.

é como naquele episodio de Grey’s Anatomy : “Quer dizer, se a vida já é tão difícil, por que a gente fica arranjando mais problemas pra gente? Que necessidade é essa de apertar o botão de auto-destruição?”

[…]

“Talvez a gente goste da dor… Talvez sejamos feitos assim… Porque sem ela, sei lá… talvez não a gente não se sentisse real… Como é aquele ditado? “Por que eu continuo a me bater com um martelo?. É porque me sinto bem quando eu paro”.

É porque me sinto bem quando paro.

ps: estou lendo Garota Exemplar e ele me fez ter idéias

Sobre relacionamentos

quando o primeiro contato que você tem com o outro é feio você (eu) tem a tendência a acreditar que todos os outros serão assim. Pra não precisar se colar novamente acaba criando um muro. Toda a lembrança é um tijolo a mais no muro. Quando alguém se aproxima a tendência é criar empecilhos pra que este desista. E muitos desistem. Afinal eles não lêem mentes. Quando alguém permanece você começa a se questionar e então metade da parede se vai. E no fim você acaba percebendo que a frase “nós aceitamos o amor que pensamos merecer” faz sentido. Hoje, por mais que pense todo dia em qual empecilho criar penso em todas as coisas que devem ser comuns nos relacionamentos felizes que eu só descobri agora.


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